(55) 3222-0050

Por Larissa Portella

7 de novembro de 2019

“Na obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, a antagonista Rainha Vermelha exime um imenso orgulho de si mesma, não admitindo as opiniões dos outros e apresentando extrema arrogância, considerando-se tão superior aos demais, que uma simples demonstração de discordância pode ocasionar uma sentença de morte. Fora da ficção e menos severo, as famosas “selfies”, ato de fotografar a si mesmo, estariam relacionadas com o narcisismo em excesso por parte dos usuários?

Um estudo realizado por Daniel Halpern e Sebastián Valenzuela, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, concluiu que as pessoas que tiraram mais fotos de si mesmas durante o primeiro ano da pesquisa mostraram um aumento de 5% no nível de narcisismo no segundo ano. Segundo Halperns, “As redes sociais podem modificar a personalidade. Autorretratar-se, quando se é narcisista, alimenta esse comportamento”. Um exemplo mais extremo, contado por Jean Twenge da Universidade do Texas, é o de uma adolescente que em reality da MTV tenta justificar o bloqueio de uma rua para realizar sua festa de aniversário, sem se importar com o fato de existir um hospital localizado próximo.

Além disso, querendo mostrar ser o mais feliz possível, sendo que nem sempre é verdadeiro, os usuários das redes sociais ostentam com selfies em lugares luxuosos, roupas “de marca” e a mais perfeita beleza, gerando o “Vanity Capital”, consumo relacionado com o produtos que nos fazem sentir melhor, movimentando no mundo 3,7trilhões de dólares, relatório feito por Bank of America Merrill Lynch. Essa grande dependência de serem adorados nas redes através de curtidas, quando não satisfeitos com o resultado, o usuário pode apresentar instabilidade, agressividade e ansiedade.

Portanto, esse avanço de narcisismo, principalmente por parte dos adolescentes, é um problema mundial. Visando a menor preocupação dos usuários com a quantidade de curtidas, os criadores das redes sociais devem excluir as curtidas nas redes sociais. Ademais, o desenvolvimento de palestras e apoio psicológico, além do supervisionamento dos pais em relação ao tempo gasto dos filhos na internet.”

Larissa Portella, 9º ano do Ensino Fundamental.