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Por Diogo Silveira,

13 de maio de 2019

“Por muito tempo, crianças e adolescentes foram tratados como “pequenos adultos”, tendo que trabalhar e casar muito cedo. No entanto, atualmente, a infância e adolescência são vistas de forma diferente, porém muitos preferem ignorar a mudança e aproveitar a inocência para molestá-los. Assim, cria-se uma problemática sociocultural para entender os melhores caminhos para combater o abuso sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

A priori, o número de abusos é enorme, sendo que, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no mínimo de 927 mil estupros anuais, 70% são de menores de idade. Assim, esta questão se mostra – infelizmente – muito alarmante e presente na vida brasileira, porém apenas 10% destes casos são levados para polícia, e apenas uma minoria dos agressores é punida pelos seus atos. Desta forma, é de extrema urgência a efetivação das maneiras de combate aos abusos.

A posteriori, outro ponto a ser avaliado é da doença de maior estigmatização, a pedofilia. Segundo o professor e coordenador do ABSex (Ambulatório de Transtornos de Sexualidade), está é uma doença causada por mal funcionamento na região de controle emocionar no cérebro e não possui cura, porém deve ser tratada. Nem sempre portadores de pedofilia cometem ator criminosos, na verdade se mostram como uma minoria de 20% dos agressores. Portanto, tratar estas pessoas auxiliaria a diminuir o risco em potencial e o número de casos, mas isso não seria o suficiente.

Por conseguinte, é visto que o Estado e a população tomem atitudes para parar os abusos. O governo deve ampliar e qualificar o atendimento de Conselhos Tutelares para um melhor resultado através de maiores verbas e uma fiscalização mais intensa a estes locais, com auxílio de ONGs que realizam palestras com profissionais em escolas, para também engajar a população. O Estado deve também identificar e tratar portadores de pedofilia mediante psiquiatras que irão definir o tratamento seja terapia ou medicamentos de acesso facilitado pelo próprio governo.”

Diogo Alves da Silveira, 2ª série do Ensino Médio.

TEMA: Abuso sexual de crianças e adolescentes no Brasil