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Divertido é respeitar o outro!

14 de fevereiro de 2020

Há alguns dias, milhares de pessoas estão tendo acesso via redes sociais e grupos de WhatsApp de uma brincadeira entre crianças e adolescentes chamada “quebra-crânio” ou “desafio da rasteira”, em que duas pessoas pulam e induzem uma terceira a pular. Nesse momento, quem está nas extremidades aplica uma espécie de “rasteira na pessoa que se encontra no meio, fazendo com que caia de costas ao chão.

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) emitiu uma nota, alertando dos riscos graves da brincadeira, tais como fratura de punho, trauma no crânio e ainda trauma na coluna cervical, ou seja, consequências graves e podendo ser irreversíveis. Você deve estar se perguntando, qual a finalidade da brincadeira, sendo que já se mostrou extremamente perigosa?

Tanto na infância quanto na adolescência, são fases de experimentação por natureza, isto é, nessas fases em que a inserção no grupo de pares, auxiliam na construção de identidade e autonomia dessa criança e adolescente. Contudo, são fases do clico vital que o processo neurocognitivo ainda não está totalmente desenvolvido, propiciando comportamentos inadequados, pois não há uma maturidade cerebral para avaliar o certo e o errado. Faz parte do processo do desenvolvido da infância e adolescência.

Neste sentido, a importância da orientação e diálogo dos pais e/ou responsáveis no direcionamento das atitudes, da avaliação dos riscos e principalmente, no processo de reflexão empática. Sinalizar, a partir da comunicação, o respeito ao próximo, em que a máxima “não fazer a ele o que não gostaria de fazer comigo” faz todo o sentido quando se propõe a empatia.

Portanto, ao conversar com os filhos sobre a proposta da brincadeira, passa-se a mensagem de importância sobre o que eles estão pensando, há uma troca de ideias e validação do papel fundamental de orientação na vida da criança e do adolescente, que reverbera para a fase adulta, a dos pais. Então, já conversaram com o(s) seu(s) filho(s) hoje?

Maria Odila Finger

Psicóloga e Professora do Colégio Marco Polo