Precisamos falar sobre Autismo

2 de abril de 2018

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é comemorado hoje, dia 02 de abril; data conferida pela ONU no ano de 2008. Segundo o CDC, Center of Deseases Control and Prevention, órgão norte-americano de pesquisa, existe um caso de autismo para cada 110 pessoas. No Brasil, são aproximadamente 200 mil casos, nem todos registrados e em tratamento. Uma das dificuldades para chegar à intervenção médica é a obtenção do diagnóstico correto. Segundo a Professora Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, coordenadora do núcleo voltado a autismo do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências (IB) da USP “Existe uma busca, no mundo todo, para entender quais são as causas genéticas do autismo”. “Hoje a eficiência do teste ainda é muito baixa”.

O Autismo tem sido caracterizado e diagnosticado por uma tríade de comportamentos: prejuízo na interação social, no processo de comunicação e na imaginação e a presença de comportamentos repetitivos (estereotipias). Todas essas características fazem com que as pessoas com Autismo se isolem do convívio social. Nas crianças, podemos identificar a dificuldade da participação em brincadeiras corriqueiras, que geralmente surgem nos ciclos de amizades.

O diagnóstico do Autismo tem ocorrido cada vez mais cedo, o que possibilita à escola preparar um ensino de qualidade aos alunos portadores da síndrome tratando da inclusão e também do acolhimento. É preciso que a escola se una e faça um trabalho em conjunto, entre professores de áreas e currículos com a professora especializada (Educadora Especial).

No Colégio Marco Polo, temos alunos com o diagnóstico de Autismo desde a Educação Infantil, perpassando pelo Ensino fundamental e Médio. A professora especializada tem de atuar o mais próximo possível desses alunos. Na nossa escola, a Educadora Especial tem participado de momentos em sala de aula juntamente com a professora regente da turma e também no Atendimento Educacional Especializado (AEE) ofertado no turno oposto. Esse atendimento possibilita conhecer melhor o aluno para que possam ocorrer determinadas ações em sala de aula, como orientações aos professores e auxiliares, adaptação curricular (quando necessário) e até mesmo o auxílio para que haja as relações sociais, entre os alunos com diagnósticos e os colegas. Os colegas também precisam ser preparados para receber e conviver com um Autista.

No contexto escolar isso tem sido recebido pelos alunos cada vez mais como algo natural, exatamente por sempre termos tido alunos público-alvo da inclusão. É muito importante para o aluno com o diagnóstico de Autismo, que se crie uma “teia” de envolvidos pelo seu bem estar, família, escola e terapeutas que atendam os alunos. Dessa forma, iremos construir uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Ter Autismo é uma característica diferente e precisamos respeitar essa diferença.

Dia 02 de Abril, use Azul, mostre que você está consciente dessa luta.