Feliz Dia a quem nos estimula a navegar… do nosso jeito!

22 de agosto de 2018

“A Educação Especial entrou em minha vida pela vivência na escola especial/APAE, em Jaguari. Trabalhava como monitora, auxiliando os professores com os alunos, quando decidi tentar o vestibular para o curso em Educação Especial. Assim começaram os desafios!

Primeiramente, me mudar sozinha para uma cidade distante. Quem já passou por isso sabe o quão difícil é. Foi uma fase de amadurecimento, de desafios e muitas aprendizagens. Mas aí veio a formatura, chegou a preocupação do “entrar” no mercado de trabalho. Resolvi voltar para minha cidade natal, pois pensei que talvez o fato de ser conhecida tornasse mais fácil o processo de inserção na minha área de formação.

Nos primeiros meses, trabalhei em uma casa de acolhimento a crianças em situação de vulnerabilidade; foi uma experiência muito significativa. Então, em agosto de 2015, após participar de uma seleção, voltei a trabalhar na escola especial/APAE e lá permaneci por três anos e meio.  Mais uma experiência maravilhosa e desafiadora na qual tive a oportunidade de pôr em prática o que havia aprendido teoricamente. A prática mostrou-se muito instigadora, pois cada caso recebido necessitava de um novo estudo, um olhar diferenciado, pois cada pessoa é exclusiva. Na APAE trabalhávamos em equipe (educadoras especiais, fonoaudióloga, fisioterapeuta, psicóloga e pedagoga) e pude aprender muito nesse período de convivência e trocas.

Em agosto de 2017 ingressei no Colégio Marco Polo e, neste mês, acabo de comemorar um ano de trabalho, de muita aprendizagem e importantes desafios. Por mais que eu já tivesse a experiência de três anos atuando como educadora especial, levou um tempo para que eu pudesse me adaptar à lógica da escola regular, que é diferente de uma escola especial. A inclusão ainda é algo muito desafiador para o colégio, para as famílias e os professores, por isso é muito importante trabalharmos juntos para atingirmos os objetivos.

O Colégio, como um todo, é muito empenhado em ofertar o melhor para seus alunos, façam ou não parte do público-alvo da inclusão. Conforme são identificadas as necessidades vamos pensando nas estratégias, ratificando as que se mostram positivas e revendo as que ainda precisam de mudanças. Afinal, trabalhamos com uma diversidade encantadora, e é preciso repensar as práticas sempre.

A profissão faz com que eu reflita todos os dias em como posso melhorar. Assim como em toda a profissão, há momentos de indecisão, de questionamentos e de alegria. Cada avanço demonstrado pelos alunos é uma superação para mim enquanto profissional. Agradeço a equipe e famílias do Colégio Marco Polo pelas trocas e confiança durante este um ano. Obrigada a todos os profissionais que já fizeram parte da minha trajetória até aqui.

É preciso estar disponível a aprender e rever nossas práticas todos os dias!”

Angélica Mendes

Educadora Especial